26 junho 2010

O Sem Abrigo


Fazia frio. A madrugada era um breu....Tudo era calmo demais.

A vida parecia parar por um instante. O negro lado da noite ocupava o lado vermelho do inferno....O mundo parecia ter parado no tempo e no espaço. O sonho adormecido tentava descansar na calçada do sofrimento. A lua se recolheu por algum motivo inesplicável.

O mendigo que não fechava os seus olhos tremendo de frio naquela cidade sem alma e sem governante, embrulhado feito "saco do lixo", em papel velho de jornal, parecia um bicho, estava atento a tudo e ao nada, com medo e já sem motivação para viver. Aquela rua parecia um cemitério de vivos desesperados. Era um após o outro, crianças, velhos, jovens eram esquecidos, os abandonados, os sem sorte, os sem abrigo e os sem vida.


ps: Será que eles são diferentes de nós ? Ou são pessoas que um dia não tiveram sorte com a vida ?

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